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| Omega 3 e activos marinhos |
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There are no translations available. A dieta mediterrânica foi referenciada na década de 50 por Ancel Keys, que ao estudar a incidência de cardiopatia coronária constatou que nos países nórdicos o consumo aumentado de gordura saturada se correlacionava com um aumento desta patologia,...
...por oposição aos países da bacia do Mediterrâneo, onde o consumo de gordura saturada era inferior, bem como a incidência da patologia que cada vez mais está a dar lugar a uma cultura de “fast food” (ícone da globalização), na qual a baixa densidade nutricional dá lugar a uma densidade calórica alta, promotora de desequilíbrios fisiológicos marcados. A doença cardiovascular representa um problema emergente das sociedades actuais, em que a hipertensão arterial tem um lugar de destaque.
Um dos aspectos típicos da dieta mediterrânica é o elevado consumo de peixe, incluindo os peixes gordos e o baixo consumo de gorduras saturadas provenientes da carne, enchidos, leite e derivados. Os peixes apresentam diversas vantagens em termos nutricionais, destacando-se ácidos gordos poli-insaturados ómega 3, vitamina D e B12, selénio, bem como a proteína e alguns péptidos activos. Hoje, é consensual a necessidade de uma ingestão equilibrada deste tipo de ácidos gordos essenciais, presentes com maior expressão nos peixes de água fria, como a sarda, a sardinha, o arenque, o salmão, a cavala, o atum, o peixe-espada preto, etc.. Este tipo de gordura tem vindo a revelar diversos benefícios na redução do risco cardiovascular. Os ácidos gordos poli-insaturados ómega 3 actuam na redução da tensão arterial, diminuem a inflamação, actuam sobre a coagulação sanguínea e condicionam o tónus dos vasos sanguíneos, tendo um efeito preventivo marcado no envelhecimento dos vasos (aterosclerose). A dieta actual caracteriza-se por uma menor ingestão de peixe, quer pelo preço, quer pela alimentação já citada, cada vez mais pré-confeccionada. Recentemente, descobriu-se que os peixes, para além dos ómega 3, têm péptidos activos, ou seja, substâncias capazes de interferir na diminuição da tensão arterial. Por exemplo, na maruca azul, é possível ingerir um péptido que actua na inibição de uma substância, a enzima de conversão da angiotensina (ECA), responsável pela hipertensão. (Obs: ver MOLVAL) Note-se que, quando nos referimos ao consumo alimentar deste tipo substâncias e dos seus benefícios em termos de saúde, este deve ser feito de forma regular e equilibrada, dado que as doses consumidas, por vezes (quase sempre), são insuficientes comprometendo a nossa longevidade. Dra. MAGDA SERRAS
Nutricionista
Lisboa Consultório - Tel: 213 860 512
Entroncamento Consultório - Tel: 249 727 222
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| Ultima actualización ( Lunes 03 de Diciembre de 2012 17:46 ) |




